O dia que caí na rua com 6 meses de gestação.

tombo

Durante minha gestação passei por alguns momentos difíceis. Um dos primeiros, foi um tombo que levei na rua… Era um dia normal de outubro, uma sexta-feira, estava quente e com céu azul. Saí uma hora mais cedo do trabalho, fui na manicure e lembrei que precisava comprar leite no mercado do outro lado da rua.

Na saída do supermercado, percebi que estava sem a chave de casa, aí, com uma mão com a sacola, outra mão o celular, que usei para ligar para o marido para perguntar se ele iria demorar, pois há passava das 18hs.

Andando e com as 2 mãos ocupadas, com uma barriga bem grandinha, quando fui atravessar a rua para voltar para casa, já próximo ao meio fio, ploft! Caí no chão, como por instinto, fui de joelhos. Celular voou para um lado, sacola para outro…

Levantei toda assustada, com uma senhora de uns 80 anos me ajudando. Eu só pensava: Meu Bebê, Meu Deus.

Meus joelhos escorriam sangue, latejavam de dor… e eu ainda estava sem a chave da casa..

Liguei para o marido, com a voz mais calma que consegui e falei: VEM AGORA, CAÍ NA RUA. Ele quase morreu de susto, mas como trabalha longe de casa, iria demorar no mínimo 40 min.

Fui no chaveiro, pedi para ele ir comigo para abrir a porta, já estava com lágrimas escorrendo, mas segurando a onda. Depois fui na farmácia e já aos prantos pedi para a balconista alguma coisa para limpar machucado. Saí de lá com gaze, água oxigenada e com vergonha…

Enquanto o chaveiro arrombava a porta, eu sentei na escada do prédio e fui limpando o machucado e o sangue que escorria. Nesse momento meu bebê mexeu. Aí chorei mais ainda, misturando alívio e dor.

Liguei para a minha médica, que me tranquilizou, pois eu ainda sentia ele mexer, não sangrei e estava tudo normal. Caso sentisse qualquer coisa, teria que correr para fazer uma ultra, o que fiz no dia seguinte, apenas para confirmar que ele estava bem.

Hoje ainda tenho uma cicatriz no joelho, conto para meus amigos essa história rindo, mas na hora foi quase a morte. Um misto de medo e culpa. Aliás, essa foi minha primeira culpa na fase mãe.

No fim, foi só um susto.

Imagina poder usar a escrita como forma de colocar para fora as angustia da maternidade e ainda conseguir trocar experiências com outras mamães? Esse é o objetivo do blog. Vou começar com minhas próprias histórias e vou atras de outras histórias interessantes sobre momentos da maternidade. Claro que quero ouvir a sua história também, por isso, basta mandar para contato@momentomamae.com.br

Vamos conversar, vamos trocar experiências. Sempre tem uma mãe precisando compartilhar (escrita é terapêutica), sempre tem uma mãe precisando de conselho!

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