Compartilhando experiências: Engravidar pode não ser fácil – Por: Ana Olivia.

Histórias de mae

Engravidar algumas vezes não é tão simples quanto parece. Eu e meu marido tentamos por 2 anos até o resultado positivo. Em alguns casos, a ansiedade gera grande sofrimento para o casal, mas também pode fortalecer a relação.

Como o blog foi criado para compartilhar experiências e recebi o depoimento de uma leitora que passou por caminhos tortos até a benção da gravidez. Ela nos autorizou a veicular a história, mas para preservá-la, vamos alterar os nomes. Leia abaixo o calvário e a alegria dessa gestação de 2 anos e meio.

“Desde que me conheço por gente, sonho em ter uma família, uma só minha, pois desde minha infância, quando meus pais se separaram eu vivia pulando de galho em galho, dividindo atenção entre família do pai, família da mãe, família da madrasta, família do padrasto. Nunca me senti aceita em nenhuma dessas “famílias”, pois eu era a “ana” filha do primeiro casamento, enteada do fulano, Neta emprestada da beltrana.

Quando casei, sabia que filhos eram questão de tempo e logo no primeiro ano começamos a tentar engravidar, mas sem compromisso… Cortamos os métodos anticoncepcionais e se acontecesse, amém. O tempo foi passando, passando, passando… Eu já tinha 4 anos de casada, estava com 35 anos e na minha cabeça, a luz amarela acendeu.

Procurei uma médica especialista em reprodução assistida por recomendação da minha ginecologista, que em exames de rotina não identificava nenhum problema que impedisse a gravidez. Essa nova médica me passou uma bateria de novos exames, fui diagnosticada com endometriose e uma ressonância da pelve, indicou que o ovário esquerdo tinha aderido a trompa, o que diminuía minhas chances de gravidez.

Lembro que quando recebi o exame, saí desnorteada da clínica, chorava pelo meio das ruas de Copacabana em direção ao metrô, sentei em uma pracinha ao lado da estação Cantagalo e chorei feito uma louca, a ponto das pessoas irem perguntar se eu precisava de ajuda… Foi horrível receber essa notícia, me senti menos mulher, como se a vida perdesse o rumo.

Quando levei o exame para minha médica ela me deu 2 soluções. A primeira seria operar a endometriose, esperar uns 2 anos para reiniciar as tentativas para engravidar. A operação não garante a cura da endometriose, pois é uma doença que pode voltar e não garante a gravidez natural. A segunda solução seria a reprodução assistida, também não é 100% garantida, mas seria mais rápido.

Nesse meio tempo, meu marido fez o traumatizante exame de contagem de espermas, que deu 100% perfeito. Isso aumentou meu sentimento de culpa e minha obstinação em fazer dar certo.

Começamos fazendo acompanhamento e indução da ovulação. Com isso, tínhamos os dias certinhos para namorar, aumentando as chances de gravidez, nas 3 primeiras tentativas, nada aconteceu. Eu tensa, tentando não externar a frustração, rezando para não sofrer, pois até aí tudo estava sobre controle, ainda tínhamos a inseminação artificial e a fertilização invitro como alternativas.

O segundo passo foi acompanhar e induzir a ovulação com injeções de hormônios, recolher o material do marido e fazer a inseminação. Lembro que nessa época eu estava fazendo um importante processo seletivo para mudar de emprego, por esse motivo, minha atenção se dividiu e eu meio que relaxei, achava que alguma coisa importante iria acontecer, eu só precisava acreditar.

Lembro que no dia de recolher o material do marido ele estava com um dia cheio de reuniões de trabalho, ele foi em casa no meio da tarde, recolheu o material na maior pressão psicológica (eu ajudei ele) e eu fui sozinha levar o material e fazer a inseminação. Não queríamos envolver nossas família para diminuir a cobrança e levamos tudo como mais um acontecimento do dia, para controlar nossas expectativas. Foi uma tarde chuvosa, estava tudo engarrafado, desci do táxi com um isopor embaixo do braço 2 quarteirões antes da clínica e saí andando, quase correndo na chuva, rezando, mas muito feliz, mesmo com tudo meio confuso. Foi o sentimento mais louco que tinha tipo nos últimos anos… E era bom.

Na hora marcada, a inseminação foi feita, fui para casa leve. Agora era só esperar 15 dias e fazer o exame de sangue.

Nesses 15 dias, passei nas novas etapas do processo seletivo que estava participando e no dia que fiz o exame, horas antes de pegar o resultado, a empresa me ligou e perguntou quando eu poderia começar. Para ganhar tempo, falei que minha chefe estava em uma viagem de 2 dias e iria esperar ela retornar para me demitir e combinar uma data para a saída. Nesse mesmo fim de dia, acessei via internet o exame, coração na boca, mão gelada. A vida iria mudar em um clique.

Estava lá, contagem de valores de Beta-HCG superiores a 25 mIU/ ml, considerado positivo! Dei um salto da minha cadeira, liguei para a média que confirmou a gravidez. Chorando de alegria, desci 8 andares de escada, com o celular na mão, falando com o marido, Prepare-se, conseguimos, seremos pais!

Não mudei de emprego e hoje minha filha tem 4 meses, já pensamos em providenciar um irmãozinho. A vida é assim, mágica! Nem sempre como se sonha, mas é incrível.”

História resumida de realização de sonhos, sempre me fazem ficar com olhos marejados! Fica aí a conclusão: Não desistir e ter fé!

E você, tem história de mãe para compartilhar? Conte pra gente! Envie por email para contato@momentomamãe.com.br

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